Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir: A importante voz do movimento feminista.

Nascida em Paris, filha de Georges Betrand de Beauvoir e Françoise Brasseur, Simone de Beauvoir cresceu na alta sociedade Francesa.
Seu pai, amante dos livros, nasceu no coração de Fauborg Saint-Germain, região do alto patriarcado.
Já a sua mãe, era filha de um banqueiro de Verdum.
Ao longo da sua vida, esteve cercada por uma família amorosa e uma ama que fazia todas as suas vontades, tanto que se tornou uma menina um tanto quanto mimada.
Ao observar esse cenário, ninguém imaginara que Simone de Beauvoir seria uma importante voz do movimento feminista.

 

A infância de Simone de Beauvoir

Durante sua infância e adolescência, estudou em um colégio católico para meninas, e já não concordava com o que via.
Isto é, Simone mostrava aversão às regras seguidas pelas meninas de sua classe social, visto que a educação católica tinha como objetivo formar boas esposas e donas de casa impecáveis.
Ela ficou indignada com as cobranças feitas para as mulheres, posto que elas não eram feitas para os homens.
Dessa maneira dava a entender que os homens eram mais especiais que as mulheres na sociedade.
Por esse motivo e também por já apresentar um intelecto avançado, virou uma menina isolada.
Apenas duas pessoas conseguiam adentrar em seu universo: sua amiga Elizabeth Le Coin e seu primo Jacques Campigneulle.
O segundo foi o responsável por lhe apresentar a diversos poetas, incluindo Mallarmé, um de seus preferidos.

 

Trajetória como escritora

A jornada de Simone como escritora começou no antigo convento de Saint- Geneviéve, inativado em 1789 e transformado em biblioteca em 1858.
Lá, cercada por grandes obras, a mente da filósofa existencialista, memorialista e feminista foi formada.
Então em 1925, foi estudar matemática no instituto católico de Paris e literatura no Institute SainT-Marie.
Posteriormente, ingressou no curso de Filosofia pela Universidade de Sorbonne.

Seus pais não eram totalmente a favor da carreira que ela escolheu seguir, porém não colocaram nenhum obstáculo para impedi-la.
E então no ano de 1929 se formou, apresentando uma tese sobre Leibniz.
Foi também na Universidade de Sorbonne, que Simone conheceu o filósofo Paul Sartre, e com ele viveu um controverso relacionamento amoroso.
Ao seu lado, passou a ser figura registrada nos encontros filosóficos, juntamente a Merleau-Ponty e Raymnond Aron.
Os quatro foram as cabeças por trás da revista “Les Tempes Modernes”, mídia importante para a divulgação de seus pensamentos.

Suas obras e feminismo

Nos anos de 1931 e 1932, Simone atuou como professora de filosofia na Universidade de Marseille.
Lançou seu primeiro romance apenas em 1943, intitulado de “A convidada”.
Na obra, ela discorre através dos dilemas existenciais da liberdade de uma mulher na fase de seus 30 anos.

Uma de suas obras mais expressivas foi “O segundo Sexo”, onde a escritora continua a abordar questões ligadas a opressão feminina.
Ela também se contrapõe às bases da própria criação, ou seja, o tradicionalismo e moral religiosa.
Outro ponto importante de “O segundo Sexo”, é a questão de sexo e gênero, onde Simone aponta que são coisas totalmente distintas.
Sendo assim, a obra foi o primeiro manifesto feminista, expondo o papel da mulher parente uma sociedade opressora.
O livro tomou uma proporção inimaginável, de tal forma que marcou toda uma geração interessada pelo assunto.

A partir daí, começou a desenvolver argumentos que reprovassem o conceito da formação social de homens e mulheres.
Suas reflexões eram pautadas no artifício da hierarquização, onde as mulheres sempre saíam prejudicadas.
Em virtude de toda a sua influência, milhares de mulheres passaram a não se conformar com o futuro programado pela sociedade patriarcal.

União com Paul Sartre

Sua comunhão com Sartre foi vista como um atentado ao pudor, visto que eles não eram casados no papel e nem perante a igreja.
Sartre até chegou a pedir a mão de Simone ao pai dela, porém ela era totalmente contrária à ideia do casamento e da maternidade.
Em suma, ela achava que o casamento não era uma forma de estabelecer o amor.
Já em relação à maternidade, ela considerava apenas uma forma de continuar escravizando a mulher, visto que elas deveriam se casar, ter filhos e cuidar da casa.

Sendo assim, eles apenas assinaram um contrato de união estável, e fizeram um pacto para jamais casarem ou terem filhos.

Além de suas obras literárias, Simone também escreveu peças de teatro e ensaios filosóficos autobiográficos, como “Cerimônia do Adeus”.
Neste ensaio, ela narra à decadência de seu companheiro de vida.
Após a morte se Sartre, Simone se entregou aos vícios do álcool e anfetaminas, mas somente em 1986 que veio a falecer por conta de uma pneumonia.
Seu nome e suas obras são as mais importantes para as lutas e movimentos sociais atuais.

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