Malala

Malala Yousafzai: Conheça a mais jovem ativista do mundo.

Nos dias atuais é praticamente impossível não conhecer Malala Yousafzai, a ativista mais jovem a conquistar um prêmio Nobel da Paz.

A história de Malala

A paquistanesa nasceu e cresceu na cidade de Mingora, no Vale Swat, considerada uma das mais conservadoras da região.
Malala sempre teve incentivo para estudar, pois sua mãe só estudou até os seis anos e o pai era dono de uma escola.
Em 2007, os fundamentalistas talibãs dominaram o Vale Swat.
No ano seguinte, exigiram que as escolas parassem de dar aulas para meninas, mas o pai de Malala não obedeceu.
Sendo assim, a menina continuou com seus estudos e começou a escrever um blog.
Ela fez da página um diário, onde contava o dia a dia de uma estudante paquistanesa, porém sem se identificar.
Além disso, a garota começou a acompanhar o seu pai em comícios em prol do direito das mulheres estudarem.
Em poucos meses, descobriram que era Malala a autora do blog e logo ela começou a ceder entrevistas para a mídia.

Em 2012, ela criou o Fundo Malala, também em prol da educação e inclusão social das mulheres.
No mesmo ano os talibãs perderam o domínio sobre o Vale Swat, ao passo que atribuíram o acontecimento à menina.
Eles chegaram a apontar Malala como uma ameaça contra o Islã.
Um pouco depois disso, ela sofreu um ataque dos talibãs e levou um tiro na cabeça dentro do ônibus escolar.
Malala precisou fazer uma cirurgia de emergência, e logo foi transferida para o Reino Unido, onde se recuperou e vive atualmente com a família.

Trajetória como ativista

malalaEm 2013, Malala resolveu compartilhar sua trajetória como ativista, e escreveu uma biografia publicada pela companhia das letras.
No ano de 2018, participou de um bate-papo sobre educação a longo prazo, principalmente para meninas aqui no Brasil.
Seu objetivo é que mais de um milhão e meio de meninas brasileiras fora da escola, tenham acesso a educação.
Além disso, deseja promover a educação em comunidades carentes, em especial para as afro-brasileiras.
Para ela, a melhor forma de viabilizar essas mudanças, é trabalhando com os ativistas locais das comunidades.

Na visão dela, são essas as pessoas que sabem exatamente os problemas de seu povo e como fazer para revertê-los.
A menina também compartilhou um pouco das histórias que presenciou enquanto era estudante no Paquistão.
Disse que muitas meninas da sua sala também defendiam a educação para as mulheres, porém diferente dos pais de Malala, os seus não as deixavam expressar suas opiniões.
Contou também que uma vez, uma colega sua chegou atrasa para a aula, pois precisava esperar que os pais saíssem para que pudesse estudar escondida.
Com esses exemplos, a menina abordou o quão importante é o papel dos pais para o empoderamento feminino.
Atualmente, seu maior desejo é poder voltar ao seu país e ingressar na política.

Veja também – Chimamanda Ngozi Adichie: conheça mais sobre a escritora.

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