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Chimamanda Ngozi Adichie: conheça mais sobre a escritora.

Chimamanda é uma escritora nigeriana e feminista, uma das jovens mais influentes da atualidade, afinal estimulou e estimula diversos jovens a lerem literatura africana.

História

A história de Chimamanda Ngozi tem como cenário inicial a cidade de Nsukka.
A aproximadamente 600 quilômetros de distância da capital Lagos, Nsukka era considerada uma cidade Universitária.
Sua casa era localizada dentro do campus da universidade, onde tempos atrás foi igualmente a morada de Chinua Achebe.
Chinua foi considerado um dos escritores nigerianos mais expressivos, bem como uma grande referencia para Chimamanda.
Sua mãe, Graça Ifeoma, foi a primeira mulher a trabalhar na secretaria da universidade.
Além disso, seu pai foi o primeiro professor de estatística da Nigéria.

Embora já cursando medicina a um ano e meio, esse contexto foi muito importante para ela escolher o caminho da escrita.
Entretanto aos 19 anos, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Drexen, e foi estudar comunicação nos EUA.
Assim que chegou no país, a escritora sentiu os efeitos de ser uma mulher negra vinda da África.
Nos seus primeiros dias na universidade, suas colegas de quarto a trataram como se fosse um ser vindo das cavernas.
As meninas chegaram a perguntar para Chimamanda se elas poderiam ouvir uma música tribal do país dela.
As mesmas se espantaram quando Ngozi colocou um cd da cantora pop Mariah Carey.

Foi aí que ela entendeu que a imagem que pintam da África é muito diferente da realidade do país.
Chimamanda percebeu que as pessoas não tinham interesse em pesquisar e ter suas próprias perspectivas sobre determinados assuntos.
Ainda é mais fácil aceitar as informações que chegam até elas, pois são assuntos desinteressantes para a maioria da população.

 

Obras de Chimamanda

 

chimamandaEm 1997, publicou uma coletânea de poemas, e no ano seguinte escreveu uma peça teatral sobre a Guerra do Biafra.
A Guerra foi um conflito em busca da independência da república do Biafra pelo povo Lgbo, o qual Chimamanda pertence.
Após a faculdade, Ngozi fez mestrado em escrita criativa e desde então é responsável por levar visibilidade à literatura africana.
Em suas obras ela defende os discursos de igualdade racial e de gênero, e é considerada uma feminista contemporânea.
Seu primeiro livro, Hibisco Roxo, fala sobre uma jovem nigeriana controlada pelo patriarcado em busca de liberdade, e recebeu o prêmio Commonwealth Writers.

Meio sol Amarelo, fala sobre a Guerra do Biafra, e em 2013 acabou virando filme e foi premiado com o Baileys Women’s Prize de 2007.
Americanah conta a história de uma jovem que sofre as dificuldades de tentar se inserir na cultura e sociedade de outro país e levou o prêmio National Books Critics Circle Award.
Sua voz ativa perante o movimento feminista levou-a a realizar muitas palestras ao redor do mundo, sendo a do TEDx uma das mais marcantes.

As visualizações de seus discursos no TEDx no Youtube já somam mais de sete milhões.
A palestra “todos nós deveríamos ser feministas” virou um livro, posteriormente intitulado de “sejamos todas feministas”.
Essa palestra foi tão prestigiada, que virou parte da música Flawless, de Beyoncé, e fez Chimamanda ter muito mais visibilidade.
Chimamanda Ngozi se considera “uma feminista feliz, uma africana que não odeia homens, gosta de usar batom e salto alto para si mesma – não para eles”.

 

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